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A Guerra Comercial - Episódio 7: Falcões X Dragões

Um dos maiores especialistas em mercados internacionais vai apresentar para você tudo que você precisa saber sobre a Guerra Comercial e vai dizer o que fazer com o seu patrimônio diante dos impasses políticos entre EUA e China. Ouça agora mesmo.
Marink Martins
Por Marink Martins 12/06/2019
A Guerra Comercial -  Episódio 7: Falcões X Dragões
23 minutos
Notícias Inversa

Ouça abaixo o sétimo episódio da série de podcasts sobre a Guerra Comercial entre os EUA e a China.

Leia a transcrição abaixo:

 

Olá, leitor Inversa.

Seja muito bem-vindo ao sétimo episódio da nossa série de podcasts especiais sobre a Guerra Comercial entre os Estados Unidos e a China.

E hoje, antes de entrar no tópico principal, queria rever alguns dos eventos dessa semana.

Primeiramente, tivemos uma manifestação em Hong Kong, no domingo, com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas, onde a população local deseja preservar o código de leis do país, inseridos num sistema associado à China continental, ao passo que se mantêm como um país soberano.

O segundo evento foi uma importante entrevista concedida por Donald Trump à CNBC, onde o presidente norte-americano se apresentou de forma tranquila, dizendo que a Guerra Comercial deve ter uma solução próxima, pois os chineses não têm alternativa. Além disso, convocou Xi Jinping para a reunião do g20 em Osaka, no fim de junho.

Trump deseja tarifar os US$ 300 bilhões adicionais em importações vindas da China. Entre os produtos tarifados, estão produtos como vestuário, por exemplo, além de outros que tendem a impactar diretamente a vida do consumidor americano.

Este evento é visto com muito ceticismo por Wall Street. O Morgan Stanley, por exemplo, conclui que os efeitos dessa decisão serão muito negativos, caso se concretizem.

O terceiro ponto foi a entrevista do Wilbur Ross, secretário de comércio dos Estados Unidos, que disse que nada será assinado na reunião do g20.

A meta da reunião é sair de lá com uma diretriz. Os EUA pretendem caminhar para um acordo com a China.

Voltando ao assunto principal, a Gavekal indica uma probabilidade de 30% desse cenário...

Também, já mencionei que Arthur Kroeber, um dos maiores especialistas no assunto, atribui a chance de 66% (ou 2/3) para que a Guerra Comercial se torne uma guerra de exaustão.

Um eventual acordo sairia entre o final deste ano e o começo do ano que vem...

Esse acordo seguiria uma tese chamada “O Tratado de Plaza Light”. Esse nome vem do Acordo de Plaza, assinado pelos Estados Unidos em 1985. Era um momento em que o dólar estava muito forte. E havia a necessidade, por parte dos EUA, de promover uma mudança cambial.

Através desse acordo, os EUA desvalorizaram o dólar. Em particular, a moeda japonesa, o Iene, se tornou mais forte frente ao dólar.

Muitos historiadores e economistas apontam esse evento como catalisador da grande bolha imobiliária do Japão, que teve seu auge em 1989.

Por isso, esse novo tratado seria chamado de Tratado de Plaza Light, por que na verdade, seria uma versão um pouco mais suave daquela de 1985...

A China, na verdade, já sabendo do que aconteceu com o Japão, não quer seguir o mesmo caminho.

O Donald Trump, por ser um político inserido num sistema democrático, precisa ser reeleito. E vai fazer de tudo para isso. Vamos fazer disso uma premissa.

Trump se elegeu com três narrativas: a primeira era a construção do famoso muro entre os Estados Unidos e o México; a segunda era a redução de impostos na economia americana, para que esta voltasse a crescer, o que de fato se mostrou muito positivo; a terceira seria reverter a relação comercial com a China, a qual ele classifica como muito favorável à China.

Trump bate muito nessa tecla do déficit comercial dos Estados Unidos. Mas países ricos possuem esse perfil. Eles importam mais do que exportam. Essa é minha crítica ao Trump. Ele se importa muito com algo que nem é um problema. Principalmente quando se é o detentor da reserva de valor global. Os dólares sempre tendem a retornar para os Estados Unidos.

Esses dólares servem para comprar títulos do tesouro americano. Isso barateia o custo de capital das empresas americanas. Essa é a grande sacada de ser o detentor da reserva de valor global.

Esse processo vem se repetindo há 20, 30 anos....

Porém, as reservas mantidas por bancos centrais do mundo todo nos Estados Unidos pararam de crescer nos últimos 7 anos.

O que aconteceu? Onde foram parar esses dólares?

Talvez, foram para as intervenções americanas no Swift, conforme comentei no podcast de ontem...

Para ser um pouco mais objetivo, o que eu quero explorar aqui é que concordando com o Trump ou não, devemos pensar no caminho mais eficiente para o presidente norte-americano.

Ele pode fazer um acordo comercial com a China. Primeiro, ele já está cobrando tarifas... Se colocar 25% em cima de algo superior a US$ 500 bilhões, ele já consegue reverter o que chama de desvantagem na ordem de mais US$ 100 bilhões.

Uma outra alternativa seria fazer com que o chinês compre mais produtos americanos. Trump quer agradar os produtores rurais americanos, que em maioria são seus eleitores, e isso os beneficiaria muito, como no caso da soja americana, por exemplo.

Trump pode fazer ainda com que a China promova uma valorização de sua moeda. Algo análogo ao Tratado de Plaza...

Uma valorização do Yuane vai fazer com que o produto americano fique mais competitivo em termos globais.

Isso pode ser algo doloroso para a China... Mas está em linha com o que escrevi, sobre o chinês ser bastante paciente, de aceitar um problema no primeiro momento para colher os frutos posteriormente.

Só que o chinês segue uma linha muito conhecida que é ir avançando aos poucos. Como eu disse, eles lembram do que ocorreu com o Japão no fim dos anos 1980...

Mas mesmo assim, se tem algo que é muito interessante, que inclusive saiu numa foto, é que de um lado da negociação da Guerra Comercial estão Robert Lighthizer e Steven Mnuchin, e do lado chinês está Lio He e Yi Gang, que é o responsável pelo Banco Central da China.

Não faz tanto sentido o representante do Banco Central da China participar de um encontro desses. Seria como o Jerome Powell participar como representante dos Estados Unidos.

Seria este um indício de que a Guerra Comercial passou para o campo cambial? É uma pergunta válida.

Existe, portanto, a possibilidade de um Tratado de Plaza Light para que a moeda chinesa se valorize.

Estamos falando aqui de um câmbio de 6,92 Yuanes por dólar passar a 6,50...

Quais seriam as implicações de uma medida como essa?

Seria extremamente vantajosa para os ativos de risco...

Lembrando que essa é uma premissa... Você pode discordar.

A China quer se livrar dessa dependência do dólar... O caso contrário, em que o Yuan se desvaloriza, pode amenizar a situação chinesa no curto prazo, mas no longo prazo, eles continuarão a depender do dólar.

Então, Trump poderia acusar os chineses de serem manipuladores de sua moeda.

O cenário que falei seria um “ganha-ganha”, onde os Estados Unidos ganham e a China também.

A China, com isso, poderia fazer com que países como Singapura e Malásia passassem a utilizar o Yuan como reserva cambial.

Essa é uma briga de longo prazo...

Xi Jinping quer retomar a soberania chinesa na Ásia.

Esse cenário seria ótimo tanto para os ativos de risco como para ações mais descontadas...

É nesse sentido que quero conversar com você amanhã...

Muito obrigado pela sua atenção, um abraço!

Marink.

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